” A televisão é que faz o Estado, a televisão faz a política…”Gilberto Vasconcelos, escritor, sociólogo e professor universitário, é também um mestre da comunicação. Autor de vários ensaios sobre a televisão, a mídia e a linguagem política, sobretudo a de Leonel Brizola, agora parte para fazer vídeos. Ele quer fazer uma atualização de sua produção ensaística, que visa subverter os signos produzidos pela mídia hegemônica. Nesta entrevista ao Tijolaço, Giba, como o conhecemos, adverte que os partidos de esquerda não podem continuar a imitar os signos da direita: “Eles vão dar com os burros nágua”, diz, “porque ela faz melhor. Ela tem o arsenal na mão”. Outra crítica que faz é o que classifica de “telenovelização” da política brasileira, “uma combinação de programas de auditório com telenovela”.
Para ele, o partido de esquerda tem medo de ousar, tem medo de partir para outra linguagem, porque tem medo de furar a norma dominante. A norma ficou tão dentro da cabeça do povo, que qualquer alternativa, qualquer crítica nova, ou subversão da norma, o povo não vai entender. O escritor engajado parte então para a ação, com o que ele chama de Kivideobiopsicomassafolk, onde ele ainda aborda o rádio, o dólar contra o etanol, a criminalidade acdêmica, o golpe de estado no Maranhão, capitalismo e crise financeira.
Você agora está partindo para o cinema, ou, mais exatamente, para o vídeo…
Entrevistas


Entrevista com Sueli Navarro Garcia, diretora da TV Câmara
A TV Pública no Brasil tem sido muito bombardeada, se alegando sempre que a TV comercial cumpre plenamente seu papel, não havendo necessidade de TV pública, porque esta implicaria mais um cabide de emprego. Ocorre que a TV Câmara tem um perfil parecido com o que a gente vê em TV pública pelo mundo afora. Ela tem uma alta qualidade técnica, cultural e com programas muito bem elaborados. A que você atribui essa crítica à TV Pública de uma maneira geral, inclusive à própria TV Câmara?
